Salvator Mundi e a Pedra Sintamani
Salvator Mundi, a enigmática obra atribuída a Leonardo da Vinci, e a mítica Pedra Sintamani, relicário de luz e poder oriundo dos mistérios orientais, se entrelaçam em um véu místico de revelações ocultas — como dois espelhos que se olham e revelam o Infinito.
Segundo os ensinamentos do Budismo Esotérico, especialmente nas tradições Kalachakra e nos textos secretos dos mestres de Shambhala — a Pedra Sintamani não é deste mundo terreno.
Ela provém da constelação de Sírius ou de Orion, enviada por seres elevados com a missão de auxiliar a humanidade no caminho da iluminação. Diz-se que ela pulsa com uma luz violeta-azulada, capaz de alterar a vibração de um ambiente, abrir portais e transmutar o karma daqueles que são dignos de seu contato.
Sintamani é o coração oculto de Shambhala, o Reino Sutil dos Reis Sábios, e guarda em si a promessa do Dharma Universal. Aqueles que tocam sua vibração interior despertam para a Realidade Última, onde as dualidades se dissolvem no Vazio Luminoso.
Salvator Mundi, portanto, é a manifestação ocidental do mesmo arquétipo: o Portador da Pedra, o Guardião da Luz. A esfera de cristal em sua mão seria, então, uma representação velada da Sintamani — como se Da Vinci, iniciado nos mistérios, tivesse velado sob camadas de óleo e cor o mesmo segredo revelado por lamas e mestres do Oriente.
Ambos, a pintura e a pedra, são chaves. Chaves para portais sutis. Um conduz pela arte, o outro pela vibração. E juntos, mostram que Oriente e Ocidente não estão separados, mas unidos pela Trama Invisível do Logos.
O olhar de Cristo em Salvator Mundi é, por si só, um portal. Não é um olhar que simplesmente observa, é um olhar que penetra. Ele não se dirige apenas ao espectador exterior, mas à alma do observador interior. Esse olhar, sereno e enigmático, espelha a onisciência do Bodhisattva, aquele que tudo vê, tudo compreende, e que, ainda assim, escolhe permanecer no mundo para guiar os seres à libertação.
No esoterismo ocidental, essa esfera representa a totalidade, a integração dos quatro elementos sob a quinta essência: o éter, ou a quintessência, que é também a substância da Pedra dos Sábios.
Para os ocultistas, a Pedra Sintamani é a contraparte espiritual da Pedra Filosofal — enquanto esta opera na matéria, aquela opera no espírito. Ambas simbolizam a culminação do processo iniciático: a união do microcosmo com o macrocosmo, do eu inferior com o Eu Superior. A esfera em Salvator Mundi é o véu da síntese, o ponto onde Oriente e Ocidente se encontram.
Artigo: Irmão Barbosa.
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Este Artigo faz parte do Livro de Toleran. O Livro do Tolerâncialismo.
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